Goi‚nia

Internautas que nos honram com e-mail, às vezes se mostram curiosos com nossa denominação - "D'JAÓ". A seguir, um relato que, ao cabo, esclarecerá o porquê desse nome.

Há setenta anos, o então governador do Estado, Dr. Pedro Ludovico Teixeira, elegeu, como principal meta de sua administração, transferir a nossa Capital para esta parte do Planalto Central.

Movido por tal propósito, por dias, talvez meses, montado em seu cavalo percorreu todo o nosso Cerrado, até encontrar o sítio ideal para a implantação da nova Capital. O austero governante, exemplo de determinação e patriotismo, foi absolutamente feliz na sua opção geográfica - um local de boa altitude, clima ameno, suaves contornos, banhado pelo Rio Meia-Ponte - um manancial de considerável dimensão - e cortado ainda por belos ribeirões. E, para a finalidade visada, poderia contar com o importante apoio de Campinas, uma pequena cidade que do local distava poucos quilômetros. Aquela aldeia é, hoje, um importante bairro da Capital.

De imediato, delegou ao competente urbanista Atílio Correa Lima, a missão de projetar a Capital de seus sonhos, a ser erguida exatamente no local por ele escolhido.

Muito depressa, já se viam tratores a rasgarem, no verde do cerrado, amplas avenidas, ruas e praças. No início, chegou-se a comentar que era um projeto por demais ambicioso para uma cidade a nascer em um sertão ainda bravio. Mas o tempo haveria de comprovar a visão do empreendedor político. Goiânia estava predestinada a ser cabeça-de-ponte para o desenvolvimento do oeste brasileiro, e viria a servir, ainda, de inspiração (e sustentação) a Juscelino Kubitscheck, na construção de Brasília.

Segundo consta a nova Capital goiana, já com todos os seus órgãos em funcionamento, recebeu a visita do banqueiro e político Magalhães Pinto. O ilustre visitante se entusiasmou com a atraente urbe e, de imediato, fez questão de marcar presença. Adquirindo uma grande área, próxima do Rio Meia-Ponte, determinou a técnicos a seu serviço que projetassem um bairro à altura da nova e bem planejada Capital. Este bairro - estritamente residencial - recebeu o nome de JAÓ, pela grande quantidade dessa espécie de ave aquática que fazia morada em um lago, na parte baixa da área. O bairro Jaó aos poucos cresceu e se tornou um dos mais belos de Goiânia, servindo, atualmente, de cartão de visita à cidade. Nele, há mais de trinta anos, Ubirajara Berokan Leite idealizou e construiu um dos maiores e melhores clubes de recreio do Brasil - uma visita obrigatória para quem vem conhecer Goiânia.

O fundador do Canil D'Jaó Dachshund, há cerca de vinte anos, aproveitando-se de que os preços dos lotes no Jaó ainda eram bastante convidativos, adquiriu uma boa área, onde, aos poucos e ao longo dos anos, ergueu a sua residência. Em seu terreno, contou com espaço para construir seu canil, onde os cães podem ser treinados e exercitados em extenso gramado.

Eis, pois, a origem da denominação "D'Jaó".

E para justificar o nosso ufanismo, estamos reproduzindo algumas fotos da cidade e do próprio bairro Jaó.

O vertiginoso crescimento de Goiânia, acabou por comprometer o Rio Meia-Ponte. Porém, o nosso jovem e dinâmico Governador, Marconi Perillo, providenciou a construção de uma moderna estação de tratamento de esgoto - que em breve deverá estar em total funcionamento - e tomou ainda outras providências complementares à finalidade. Com tamanha determinação, é de se esperar que, em breve, o nosso rio voltará a ser um volumoso e limpo curso d'água, e piscoso como o era anos atrás.

Ao encerrarmos estes esclarecimentos, fica o nosso convite para que venham conhecer Goiânia. Vale a pena. Temos locais que entusiasmam o visitante. Um deles - o Bosque dos Buritis - , foi tão bem cuidado na gestão do Prefeito Nion Albernaz, que acabou sendo escolhido como símbolo da Capital.

Canil D'Jaó Dachshund
Carlos David Lôbo Rezende
Outubro de 2001

Todas as fotos são de autoria de João Lopes Cardoso
Telefone: (62) 255-1947.